Desafio asiático: criar emprego e promover trabalho decente
Desafio asiático:
criar emprego e promover trabalho decente
Cerca de um bilhão de trabalhadores da Ásia (mais de cinco vezes a população inteira do Brasil) recebem menos de dois dólares por dia. Um trabalhador brasileiro compraria, com este valor, apenas um quilo de frango. Um bilhão de asiáticos vivem abaixo da linha da pobreza, de acordo com relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Destes, 330 milhões não chegam a receber um dólar diário.
Os dados foram apresentados no relatório “Alcançar o trabalho decente na Ásia” e apontam para outra situação grave: o forte crescimento do comércio, dos investimentos e da produção registrado naquele continente não foi suficiente para responder ao aumento da força de trabalho e enfrentar o crescente desemprego. Na próxima década, 250 milhões de pessoas estarão à procura de emprego naquela região.
Atualmente, cerca de 1,9 bilhão de mulheres e homens trabalham na Ásia. De acordo com a OIT, a diferença entre o crescimento da população ativa e a criação de novos empregos produz um déficit de trabalho decente e freia os esforços para reduzir a pobreza.
Os jovens sofrem o maior impacto desta situação: em 2005, 48% de todos os jovens desempregados do mundo estavam na Ásia, ou seja, 41,6 milhões de pessoas. O risco de que os jovens sejam afetados pelo desemprego é três vezes superior ao dos adultos.
O relatório da OIT foi apresentado na 14a Reunião Regional Asiática, onde representantes de trabalhadores, empregadores e governos dos países asiáticos, árabes e do Pacífico se comprometeram a promover a adoção de políticas para garantir que o crescimento econômico se traduza em emprego produtivo e trabalho decente para todos.
Outros problemas identificados pela OIT